segunda-feira, junho 18, 2007

Fui uma espectadora assídua,
deste filme que é a vida
onde todos os enredos
foram passados
sem quaisquer penedos
onde reinava a magia
e tornava todos os dias
numa alegria infinda
onde me imaginava num mundo
cheio de protecção,
cheio de carinho,
e onde o tempo não passava
sem que pudesse ser bem aproveitado...
era no mundo da fantasia
que eu via Paz,
que eu sentia Amor...
Mas... como tudo no mundo
tudo um dia tem um fim
e isso aconteceu...
ou seja, o filme acabou
e deixei de ser espectadora
para passar a ser autora
deste pequeno filme
que é a vida!!!
(...)


"Édera"
7 de Maio de 2002
A tristeza voltou a bater à porta.
Hesito em abrir,
Mas o som é estrondoso.
Abro!!
A sua face demonstra amargura e desilusão
É a face de quem espera por algo que não vem.
De quem ambiciona o que não tem...
De quem sofre por alguém...

O sonho de quem quer o que não pode ter,
De quem esquece o que não quer esquecer,
De quem ama quem não pode amar...

A vida de quem não quer VIVER!!!


"Édera"
14 de Junho de 2002
Se um dia te perguntarem
Como é o mar,
Diz-lhes que é como o espelho

Se um dia te perguntarem
O que é a Lua,
Diz-lhes que é o reflexo
Da alma e da vida
Que um dia julgaram perdida,
Na escuridão da noite
No lumiar da calma
De uma entristecida Dor
Cheia de complexidade
Onde habita o Amor
E a triste realidade!.



"Édera"
24 de Abril de 2002

terça-feira, junho 12, 2007

"À Deriva!"

Ando à deriva
neste mar que é a vida...
cheio de tempestades
e de calmaria!

Sentei-me no bote do Amor
onde encontrei a Felicidade!
Mas hoje vejo Dor
e uma profunda infelicidade!

Cheguei ao alto mar...
Arruinei a minha mente...
A alma...está destruída
e o coração... cheio de magia
acabou por acordar.

ouço as ondas revoltadas
ouço o vento uivar
ouço minha alma enlouquecer
ouço o grito...
da tempestade anunciada!

a tempestade chegou ao mar,
este, revolta-se...
é o que acontece com o amar
só que este esgota-se...

tristeza confundida
com amor e paixão
alegria abatida
dentro do coração...

de regresso à Terra
vejo a realidade...
está a acenar...
ao passar por ela
percebo que a infelicidade
acaba de me abraçar.

durante a viagem adormeci...
comecei a acordar
com a tempestade
e com a revolta do mar...
quando regressei... vi...
afinal não há felicidade

quem me dera
ser como o mar
que com a tempestade leva
e consegue perdoar...




"Édera"
17 de Janeiro de 2002

sábado, junho 09, 2007

"Será que vale a pena?"

aqui estou eu, mais uma vez
para me poder lamentar!
sobre a dor, a mágoa, o amar,
quem sabe... até talvez...
sobre a vontade de um dia desaparecer
deste mundo sem rasto deixar.
já pensei em me assassinar
mas...será que vale apena morrer?
não sei... já estou confusa...
pois a vida é tão árdua e tão dura...
que quando se vê a alegria, o amor...
escapar por entre os dedos, como água pura
surge tudo tão obscuro
assim como a mágoa e a dor
tornando tudo tão duro...
sinto-me tão pequena,
tão sem fundamento
que... será que vale a pena?
sofrer em arrependimento?
contudo,...quero ainda falecer...
embora deixe Alguém a Sofrer!
mas, pelo menos muitos não irão sofrer
como se eu aqui estivesse a VIVER!



"Édera"
15 de Janeiro de 1996
Doces e ternos momentos
Em tempos passei
Idealizando tantos pensamentos
Que por metade fiquei...

Agora aqui sentada numa fonte
Meus pensamnetos eu deixo voar
Para que em cima de uma ponte
Alguém os possa um dia encontrar...


"Édera"
Janeiro 2001
Se a vida fosse louca
Então seríamos sérios
Como a vida é séria
Então somos loucos.

A vida é confusa
Tem espinhos e dor
Mas nem sempre levamos
Com sofrimento mas também com Amor

Se a solidão fosse
Amigável
Então seríamos fanáticos
Uma vez que a vida é a própria solidão.

Solidão louca e fogosa
Cheia de amor e paixão
Com a qual chegamos ao fundo
De loucura de viver o dia-a-dia

Ser feliz implica ser louco
Ser amigo implica ser louco
Ser solidário implioca ser louco
Mas, ter amor implica ter um sorriso

Sorriso sincero e realista
Não aquele sorriso fugaz
Que passa pela janela
Qunado se abre

Vida puramente louca
Cheia de amor
Paixão e doçura
Tal qual como os "doces da vitrine"...
Aqueles pelos quais o nosso corpo pede...
Sem cessar
Alimento puro e sincero
De perfeita harmonia.

Sinceramente já estou louca
Farta de viver louca
De me tratarem como louca
E de viver como sendo louca
Só porque esta maldita vida é LOUCA!



"Édera"
5 de Abril de 2000

sexta-feira, junho 08, 2007

"Último suspiro"

Faltam poucos dias para o Verão...
e eu... já mal sinto meu coração.
apenas e lá bem no fundo
Ouço uma voz:
luta, luta, luta, luta...

a voz pouco a pouco foi-se desfazendo,
e eu fui vendo;
que era minha alma, desfalecendo!...
como é triste, ter que deixar
o mundo cheio de amor (...)
de amizades, de alegrias...
mas,... quando se sente o medo...
é-se obrigado a deixar o grande penedo...
e para bem longe partir.

e como é belo no fundo,
para bem longe partir,
onde ninguém nos veja mais,
onde se possam apenas lembrar...
deste meu sono profundo
sem se poder cessar.

uma lágrima hoje caiu;
bem lá no fundo do meu coração,
onde só a morte a sentiu...

aqui acaba por terminar,
o meu último suspiro;
neste imenso Mundo,

Cheio de emoção...
e de perigo!!!


"Édera"
22 de Julho de 1995

quinta-feira, junho 07, 2007

"Prisioneira da solidao!"

a tristeza é um hábito,
que se tornou num dilema,
enganoso e débil...
assim...como este poema,
na época de abril
em que a escravidão,
me tornou prisioneira sua.
e a solidão...
má e crua...
serei escrava da paixão?
e do amor?
não! apenas sou prisioneira da solidão,
e da dor.
haverá algo mais triste e melancolioso
que esta doença?
se sim, dizei-me o quê...
se não, porquê...
a resposta é simples
mas, de destreza nua.
porque a solidão é invisível,
fazendo a vida impossível.
com a qual nos entregamos...
a mais uma morte,
ao sabor da lua.

"Édera"
Abril de 1995

"Nao sei que escrever!"

tenho vontade de escrever...
quem sabe... algo, de verdadeiro
para o poder ler
o tempo inteiro...
sei que sou louca,
por escrever sobre, meu fado...
meu destino, minha vida...
mas... ela é tão pouca
para ser descrita...
que por vezes "Não sei que escrever!"
é por isso que escrevo sobre morte,
sobre a minha má sorte
e... nunca sobre alegria
sobre os tons da magia
ou até mesmo sobre a vontade de viver.
mas... ah!quem me dera
um dia poder escrever
sobre a alegria e o amor...
sobre esta era
que não assume qualquer dor!

"Édera"
17 de Janeiro de 1996

"Chegou a hora!"

foi numa manhã fria
com um sol resplandecente,
à qual chegou a hora
da minha infortúnia sorte.
de ter que ir embora
sendo levada por uma morte.
ao meu destino
tentei-me afastar
mas, ele era tão duro e tão fino ...
que o não consegui quebrar.
e foi assim, que este maldito outono...
me conseguiu mergulhar...
num profundo sono...
sem que jamais me deixasse...
acordar...


"Édera"
6 de Outubro de 1995

quarta-feira, junho 06, 2007

"Memorias"

Memórias de um tempo que já passou
e que deixou saudades...
a alguns pouco restou...
mas a mim deixou-me grandes felicidades!

sei que meu passado é triste,
sei que meu futuro é desolador!
mas não se pode viver no que não existe...
pois seria eternamente viver na dor!...

muitas lágrimas meus olhos lacrimejaram...
mas nunca nenhumas tão doces...
como aquelas que...
por meu coração trespassaram...
(...)

algumas tristes memórias,
são feitas a passagem da água...
pois não é como dizem as velhas histórias
ppois há sempre a alguém a quem
ficou a... Mágoa!

não há rosas sem espinhos...
não há alegria sem dor!
mas, para que as memórias
tenham longos caminhos,
é necessário haver Amor!...

tenho saudades do tempo...
que sabia bem escrever...
agora sempre que me sento
meus dedos começam a doer!...

estas são apenas memórias...
que o tempo apagou...
apagando tão belas histórias...
que jamais alguém lhes tocou!


"Édera"
8 de Abril de 1997

segunda-feira, junho 04, 2007

"A certeza do fim!"

estou triste, amargurada,
melancolicamente feliz e infeliz.
Por saber que é numa madrugada
que irei partir, pelo que se me diz.
na terra tudo tenho.
o amor, a alegria
e tudo isto se reduzirá a nada,
um certo dia.
está frio...e o Inverno!...p'ra mim acabou...
o Natal?!...esse p'ra mim terminou...
e o Carnaval?... esse... não o tornarei a ver...
agora... apenas estou a sofrer.
Oh, que tristeza a minha!...
só de saber que vou deixar
quem me ama e me acarinha!
uma vida inteira a conquistar,
para numa manhã escura,
num ápice, tudo abandonar...
como se já não bastasse sofrer,
tenho agora muitas amizades a refazer
para que quando eu partir,
de mim tudo se possa rir.
oh!! que linda é a Primavera
com a qual tudo floresce,
com a qual o chilrear das aves
a tudo engrandece,
com a qual a alegria do verde é infinita...
e só a minha, aos poucos, desaparece,
tornando o meu sol escuro,
abstracto e inanimado...
e...onde só o sol do Verão
terá lugar para brilhar,
com toda a pureza que puder dar.
agora... só sei que é o Outono,
que me vai retirar do Amor,
da alegria, da vontade de poder perdoar...
mergulhando-me num profundo sono,
que será sempre relembrado sem cessar.
sei quem isto ler,
pensará que sou louca...
e direi: "Sou Louca Sim!"
mas, por ter a certeza ...
que estou a chegar... ao FIM!!!



"Édera"
Março de 1995

domingo, junho 03, 2007

"Metafora"

pensa numa flor...
como a idealizaste?
bonita? lindas pétalas?
onde nasceu?
como desabrocha?
ela encerra com a escuridão?

eu respondo-te:

pensaste no AMOR...
idealizaste-o cheio de carinho,
onde perdura a alegria...
parece um mar de rosas...
nasceu no teu coração...
desabrocha com um sorriso franco...
e encerra com a tristeza da desilusão...

esta é a metáfora da Felicidade
que reina e impera...
até que seja substituída
pela tristeza da Infelicidade!!!



"Édera"
17 de Fevereiro de 2002

"Pensamento"

existe um pensamento
que me assombra
a todo e qualquer momento
levando-me à loucura
que me pode retirar
deste lugar...
sinto vontade de fugir
sinto vontade de gritar
mas, ao mesmo tempo
aqui quero continuar...
a morte persiste
em continuar na memória...
persiste em aumentar
o seu poder de persuasão...
aumentando a vontade de cravar
um punhal no coração...
se a vida...
fosse um mar de rosas
contra esta ideia eu lutaria
mas...ela é tão cruel
que acabo por desistir...
destruí a miha vida
ao areditar na felicidade...
mas toda a magia
só me trouxe infelicidade
chego ao fim
a acreditar
que a morte enfim
daqui me vai levar...


"Édera"
30 de Janeiro de 2002

"Saber Viver"

Em cada rosto
Vê-se estampado
Um enorme sorriso
Completo e marcado
Pela certeza do gosto!

Quando a vida
Traz tristeza
Toda a harmonia
Torna-se incerteza.

Vingança
Infinita da
Vida
É para nuitos uma miragem
Real.

Em tempos libertei
Todo o meu espírito
E aí encontrei
Toda a magia e brilho
Para que em segundos
Escurecesse o coração
E se tornasse
Numa profunda solidão!!!

O vazio da alma
Traz a incerteza da vida
Provocando um turbilhão de calma
Alegrando a tristeza com harmonia.

A vida é a constante da música
Transmitindo os sons
À triste infortúnia
Que transporta Dons!!!

"Édera"
13 de Março de 2002
Construí um castelo de areia
À beira mar plantado.
O mar está calmo...
E as ondas partem
Bem lá longe...
Vou modelando o castelo...
Em sete segundos
O mar revolta-se
As ondas partem perto
Prevejo um fim drástico!
O meu castelo desmorona-se...
A vida perdeu o sentido
Resta-me apenas partir...

Viro costas ao Passado?!!
Não sei!!!

Olho para trás
Vejo as ruínas do castelo
Será que vale a pena reconstruí-lo?
Mas... e se o mar se revolta novamente?

É assim que se destrói
O que de mais precioso
Na vida se tem...
O SONHO...
O AMOR...


"Édera"
14 de Março de 2002

sábado, junho 02, 2007

Idealizei um sonho tão perto
Com um mundo tão distante
E nem sei ao certo
Se o dia foi constante...

A constante da vida
Tornou-se tão importante
Que a loucura
Assombrou a minha alma
E a atirou para a penumbra
Da incerteza e da Dor...

A dor é tão forte
Que se torna em lágrimas
Levando o amor
A atingir a Morte!...


Morte é uma palavra dura
Para quem deseja viver
Mas é a verdade nua e crua
Para quem ambiciona desaparecer!



"Édera"
18 de Março de 2002
No imenso céu azul
Imaginei por instantes
Uma grande nuvem
Carregada de Sonho e Esperança
Que se dissipou fulminantemente
Como se de vento se tratasse
Que sopra...
E leva os sonhos...
Para bem longe dos meus pensamentos
Destruindo-os com um raio...
Mesmo assim não desisti!
E voltei a olhar para o céu
E então vi sete estrelas cintilantes
Como se fossem os meus olhos
Que brilham com a felicidade...
No entanto, voltei a perder as estrelas...
O céu fechou
A dor surgiu
E a paixão sucumbiu
Dos meus horizontes...
Caindo na penumbra da tristeza!



"Édera"
18 de Março de 2002