quarta-feira, março 24, 2010

A par e passo caminho para o abismo
Tropeço nas pedras
Que me fazem cair.

Levanto-me e caminho em frente...

Páro por instantes...
Olho para trás e penso
No que vivi, no que amei...
Mas noto que nada tem valor...

Sofro em silêncio...
Choro lágrimas de dor...
Meus olhos vertem sangue...
O sangue do Amor...

Continuo a minha caminhada...
Aproximo-me a passos largos do abismo...

Cheguei ao abismo e grito...
Ouço o eco da revolta...
E com ele trás uma mensagem...

Escuto com atenção...
Olho para baixo...
E... lá está ela a chamar-me.
Morte é o nome dela...
Que grita incessantemente por mim

Dou mais um passo e...
Penso...
Ainda não chegou a hora...
Ainda não é desta que me vou...
Recuo um passo atrás...

Aos poucos é mais fácil
Sucumbir à existência da vida
É mais fácil entrar na cidade fria

Sinto-me uma fraca...
Tenho que me despedir
De quem me ama, me acarinha...
E dos meus verdadeiros amigos...

"Édera"
24 de Março de 2010