quinta-feira, junho 07, 2007

"Prisioneira da solidao!"

a tristeza é um hábito,
que se tornou num dilema,
enganoso e débil...
assim...como este poema,
na época de abril
em que a escravidão,
me tornou prisioneira sua.
e a solidão...
má e crua...
serei escrava da paixão?
e do amor?
não! apenas sou prisioneira da solidão,
e da dor.
haverá algo mais triste e melancolioso
que esta doença?
se sim, dizei-me o quê...
se não, porquê...
a resposta é simples
mas, de destreza nua.
porque a solidão é invisível,
fazendo a vida impossível.
com a qual nos entregamos...
a mais uma morte,
ao sabor da lua.

"Édera"
Abril de 1995