quinta-feira, setembro 21, 2006

Nova Morada

Vontade louca de partir
Para lá do infinito…
Onde não existe mundo
Onde não existam sonhos.
Onde tudo o que desejo seja real,
Onde a vida seja concreta…
Onde a ilusão seja afinal…
Somente ilusão.
Onde a loucura sã…
Seja minha,
E a vida a mim, não me pertença.

Infinito onde moras?

Dá-me a tua morada para me mudar
Dá-me a liberdade de poder voar
Para contigo me poder encontrar.
Diz-me qual o transporte que hei-de apanhar…

Deixa-me ouvir tua voz…

Fala mais alto…
Não te ouço…

O transporte é: uma fina lâmina…
De desejo de partir.
Morada: rua da liberdade
Destino cidade de mármore.
Aguarda por mim…
Prepara-me os melhores aposentos de lâminas…
(…)
“Édera”
15 de Abril de 2005

Desordem

Alegria sonho, fantasia…
Tudo o que sempre sonhei ter…

Tristeza, realidade…
O que sempre terei…

Vontade de viver…
O que nunca terei,
Por alucinada ser…

Desejo ardente de ser diferente…
De ser amada…
Tal como sou,
Por aquilo que sou…

Desculpa, perdão,…
Palavras ausentes,
De determinados dicionários…
Que não querem ser completados,
Por acharem que são palavras de rastejo…

Atitudes de desordem constantes,…
Balanços psicológicos austeros…
De completa incompreensão
Pela estranha vida de adoração…

Mentes sóbrias, almas nulas…
Vidas completamente ocultas…

Como esta desordem de palavras.

“Édera”
15 de Abril de 2005