sexta-feira, março 26, 2010

Presa aos meus devaneios
Deixo meus pensamentos
Serem levados pelo vento...

As letras que pingam da caneta
Assemelham-se às gotas de sangue
Que pingam de uma fina lâmina...

É no papel tingido a vermelho
Que vai ficando o registo
Dos dias de escravidão
Que se vive a par e passo
Da solidão que se sente
Embora rodeada por...
Espécies de seres vivos

É esta a história
Que fica marcada
No pequeno pergaminho
Para mais tarde ser lida...

Toda uma história de escravidão do triste Destino
Da frieza de uma vida
Que se vive e se sonha
E no FIM
Se repete como tantas outras...

Chamadas de atenção que se perdem...
Que se esquecem...
Porque se vive PRESO,
Porque se vive ESCRAVO...
Porque se AMBICIONA
O que não se pode ter...

Anseio pelo dia
Que me liberta de toda esta pressão...
E me faz entrar dentro da civilização
À muito adormecida...

"Édera"
26 de Março de 2010