quarta-feira, setembro 28, 2011

"Súplica!!!"

Infinito espaço...
De negro carregado...
Preciso do aconchego do teu abraço!!!
Pensava ter escondido
Esta fúria de escrever...
Mas o desejo foi mais forte...
Que acabei por aceder!!!
Leva-me daqui...
Ensina-me a desaparecer...
Ensina-me novos truques!!!
Para sucumbir à Dor
E ao desejo de morrer!!!
Dá-me uma luz
Uma pista que seja...
Eu te suplico
Por um guia
Por um caminho mais fácil
Que me leve
Sem fazer sofrer!
Abre teus braços
Para me albergares
No quentinho dos teus arregaços...

Leva-me daqui!!!!

"Édera"
28 de Setembro de 2011

terça-feira, março 30, 2010

Quem somos?

Triste é a existência de um ser
Que vive a vida
Dia a dia
Como se fosse o último...
Que vive em alegria...
Que canta, que sorri...
Mas que no fim da sua linha
Somos ninguém...
Afinal... Quem somos?
A quem pertencemos?
Com que finalidade vivemos?

Vivemos para o triste Destino
Pertencemos à inexistência da vida
Somos uma alma perdida...
Que de quando em vez...
Encontramos um corpo...
E brincamos com ele...
Como se Marionetas fossemos...
Somos filhos do Pó...

Quem somos?

"Édera"
31 de Março de 2010

sexta-feira, março 26, 2010

Presa aos meus devaneios
Deixo meus pensamentos
Serem levados pelo vento...

As letras que pingam da caneta
Assemelham-se às gotas de sangue
Que pingam de uma fina lâmina...

É no papel tingido a vermelho
Que vai ficando o registo
Dos dias de escravidão
Que se vive a par e passo
Da solidão que se sente
Embora rodeada por...
Espécies de seres vivos

É esta a história
Que fica marcada
No pequeno pergaminho
Para mais tarde ser lida...

Toda uma história de escravidão do triste Destino
Da frieza de uma vida
Que se vive e se sonha
E no FIM
Se repete como tantas outras...

Chamadas de atenção que se perdem...
Que se esquecem...
Porque se vive PRESO,
Porque se vive ESCRAVO...
Porque se AMBICIONA
O que não se pode ter...

Anseio pelo dia
Que me liberta de toda esta pressão...
E me faz entrar dentro da civilização
À muito adormecida...

"Édera"
26 de Março de 2010

"Quem me roubou"

Sofri um atentado à mão armada
Roubaram-me o que de melhor eu tinha
A alegria de querer viver...

Deram-me um cálice a provar...
Na minha inocência o bebi...
O sabor adocicado deste licor
Fez-me viajar...
Entreguei-me de corpo e mente...
Deixei-me levar...
Viajei até ao local mais longínquo
Que possa imaginar...

Adormeci....
Quando acordei,
Caí na realidade
E vi...
Que me tinham roubado a felicidade,
A alegria de querer viver...

Agora o que me resta?

Resta-me beber o restante cálice adocicado
E mergulhar num profundo sono
Não permitir a entrada de ninguém
Neste meu sonho
Que perdura há muito tempo
E que agora tem uma razão de ser...

"Édera"
26 de Março de 2010

quarta-feira, março 24, 2010

A par e passo caminho para o abismo
Tropeço nas pedras
Que me fazem cair.

Levanto-me e caminho em frente...

Páro por instantes...
Olho para trás e penso
No que vivi, no que amei...
Mas noto que nada tem valor...

Sofro em silêncio...
Choro lágrimas de dor...
Meus olhos vertem sangue...
O sangue do Amor...

Continuo a minha caminhada...
Aproximo-me a passos largos do abismo...

Cheguei ao abismo e grito...
Ouço o eco da revolta...
E com ele trás uma mensagem...

Escuto com atenção...
Olho para baixo...
E... lá está ela a chamar-me.
Morte é o nome dela...
Que grita incessantemente por mim

Dou mais um passo e...
Penso...
Ainda não chegou a hora...
Ainda não é desta que me vou...
Recuo um passo atrás...

Aos poucos é mais fácil
Sucumbir à existência da vida
É mais fácil entrar na cidade fria

Sinto-me uma fraca...
Tenho que me despedir
De quem me ama, me acarinha...
E dos meus verdadeiros amigos...

"Édera"
24 de Março de 2010

quinta-feira, março 04, 2010

Hoje está um dia soalheiro,
Quase faz lembrar a Primavera,
Já se antevê o regresso do chilreio
De todas as novas aves...
Mesmo com toda esta alegria
Surge a vontade de sucumbir à existência...
E dar lugar à novidade da natureza...
Boas novas vão surgindo...
Mas o desespero e a ansiedade
Também vão reflorescendo...
Pensamentos vãos e latos...
Surgem quase que do nada...
Alojando-se de mansinho
Procurando o conforto no colinho do coração...

Palpitações anunciam desilusão
Anunciam a hora da tomada de decisão
A caminhada no limiar da aguçada navalha
Anuncia que está para breve
A entrada na nova morada
Fria, gelada...
Com descanso eterno...

Amigos, perdoem-me...
Amor desculpa se te abandono
Mas...
Já vi o meu cantinho
É lindo!


"Édera"
4 de Março de 2010

terça-feira, novembro 17, 2009

Foi num dia cinzento,
Que reanimei a vontade
e o desespero de sucumbir
à triste e desilusão que é esta vida...

Tentei afastar este monstro que me consome
Mas surgiu com tal força e beleza
que me rendi aos seus encantos...

Fina lâmina de desespero
que sorris para mim
Leva-me para tua casa
Nessa cidade branca,
Tua morada tão peculiar
Cheia de marcos,
e com tons púrpuros
que clamam por mim...

Deixa-me viajar pelas tuas ruas...

Leva-me daqui...
Tira-me este peso de cima...
Dá-me o descanso eterno...
Fina lâmina não me abandones...
Estende-me tua mão gélida...

"Édera"
17 de Novembro de 2009


quinta-feira, setembro 24, 2009

Tua mão é seda
Tão suave quando passa em meu rosto;
Senti a falta das tuas carícias
Por onde andaste?
Por momentos, pensei que me havias abandonado
Teu perfume é ambição
Que me faz sonhar
O desejo que tenho por ti
Faz-me pensar loucuras
Teus olhos, cor de púrpura,
Fazem milagres pelo meu desejo,
Teus lábios têm sabor a gelo
Que fazem lembrar uma fina lâmina
Que me trespassa o coração
E me faz entregar nos teus braços...


"Édera"
24 de Setembro de 2009